Edição nº1 (5 artigos)
Traços Gerais: J.K. Rowling
Assumo, aqui, já e agora o meu "Harry Pottterismo". Sei que não é intelectualmente correcto embarcar nestes fenómenos de massas, mas eu quero que os intelectuais vão morrer longe e deixem o povão gozar sem preconceitos este mundo fantástico dos feiticeiros e da magia. Eu devoro estes livros como uma traça esfomeada e a responsável por este comportamento aditivo é esta senhora inglesa que dá pelo nome de ].K Rowling.
Saber&Lazer: As Viagens do Kel
Quem é o Kel? Ezequiel Poças Gomes, nascido em Porto de Mós nos longínquos anos 40, formado em Sociologia, já foi “espião amador”, repórter, fotógrafo, agricultor, poeta e “pedreiro” (como qualquer bom português que se preze).
Trata o mundo por tu e conhece os homens como ninguém. Passou os últimos 30 anos da sua vida a viajar, procurando pelo mundo os restos do império, que, já não sendo nosso, continua a falar português. Apaixonado pela história, é naturalmente um brilhante contador de histórias. Por questões de legitimidade, começamos esta “saga” em Marrocos, e esse será o critério que tentaremos seguir a partir daqui.
Laços de Família: D. Francisco de Almeida visto por Charters de Almeida
Passados 500 anos da sua nomeação, a figura de D. Francisco de Almeida continua até hoje envolta em polémica. Aos seus feitos heróicos ao serviço da Coroa juntam-se episódios menos abonatórios, como a desobediência ao rei quando este o substituiu no cargo por D. Afonso de Albuquerque. Confrontados com dados contraditórios sobre a sua biografia, partimos à procura de respostas que nos ajudassem a compreender um pouco melhor esta figura. Elas acabaram por nos chegar através de um membro da sua família, o arquitecto e escultor Charters de Almeida, que à semelhança do seu ilustre ante passado também se empenha na edificação de “portas e passagens" pelo mundo, mas desta feita, através da sua arte
Editorial: Hoje!
O combate político está a destruir o país lentamente, provocando nos cidadãos a ideia de que todos os políticos são corruptos, incapazes, estão a prazo e são iguais.
Esta verdadeira "maré negra" leva o cidadão comum a não acreditar em nada, começando por não acreditar em si próprio. Julgando-se permanentemente vítima do sistema, resta-lhe a opção mais fácil e perigosa, que é enganar e aldrabar ele também o sistema, fazendo desta atitude um passatempo nacional.
Grande Entrevista: JOSÉ HERMANO SARAIVA - “A POLÍTICA É UMA FORMA DE ENGANAR O POVO”
"Foi aqui…” diria José Hermano Saraiva, com o gesto excessivo e o olhar arregalado.
Aos 86 anos. O historiador conta as suas memórias e fala sobre a autobiografia que tem na forja, mas que ainda não arranjou tempo para rever.
Dividido entre os livros de História e os programas de televisão, o professor com mais alunos em Portugal afirma que a política é uma forma de iludir o povo e que a salvação nacional, caso exista, está na reciclagem dos portugueses para o trabalho.
Sobre a corrida a Belém diz não acreditar em salvdores da pátria, apresenta Soares como amigo e Cavaco Silva como o homem sério.
Histórias e estado de alma de José Hermano Saraiva, o homem que foi ministro de Salazar por um mês.
Edição nº2 (5 artigos)
Traços Gerais: João Paulo II
Acontece-me frequentemente este fenómeno estranho, de me interessar por uma personalidade importante, depois de ela partir deste mundo. Qualquer coisa parecida com o fenómeno da morte de um artista plástico e com a valorização da sua obra no próprio dia em que morre.
Saber&Lazer: Opus Dei, Mitos e Factos
A Magazine tentou perceber e dar a perceber a Opus Dei, presentemente a organização mais controversa e desconhecida da Igreja Católica.
Ao longo de uma hora falámos com John L. Allen Jr., analista da CNN junto do Vaticano e autor do livro OPUS DEI, traduzido e editado pela Aletheia Editores, tentando levantar o véu que se abateu sobre uma obra que tem tanto de polémica, como de secreta, e na qual o mito se confunde com a realidade.
Laços de Família: O Beato Nuno Álvares Pereira
Antes das batalhas afastava-se dos soldados para se aproximar de Deus, e no final da vida, quando tinha o reino a seus pés, afasta-se novamente para se entregar ao Criador, entrando para o Convento do Carmo, parcialmente destruído aquando do terramoto de 1755, onde acaba por morrer longe de tudo e todos com cerca de 70 anos, o que para a época era verdadeiramente notável.
GRANDE ENTREVISTA - Luís Filipe Scolari -«Os portugueses tem medo de ser felizes!»
Luís Filipe Scolari, neto de emigrantes italianos, não precisou de muito tempo para se adaptar ao país em que apostou para iniciar o seu trajecto profissional na Europa. Vive feliz, ao contrário do Portugal deprimido, que perde tempo e precisa de se acertar. Motivado e rebelde, não aceita com tranquilidade as derrotas. Este gaúcho, para quem tudo o que o Chefe Hélio Loureiro cozinha é maravilhoso, aprendeu a comer peixe, mas continua a preferir, desde criança, arroz, feijão e um pedaço de carne. Tem consciência que na sua profissão tudo muda de um dia para o outro e acredita que vai viver até aos 84 anos.
Editorial: Hoje
Vivemos na sociedade do «quero, posso e mando», quem tem dinheiro, crédito, ou uma vontade de ferro consegue milagres.
Fazendo a apologia da força na cultura do dia-a-dia, é-nos incutido desde pequeninos, o mito do homem decidido, do homem que sabe o que quer, do homem que lidera, deixando para trás aquele que duvida, aquele que questiona, aquele que hesita, aquele que perdoa e não contra-ataca.
Esta atitude entra-nos pela casa dentro, na publicidade, no cinema, nos livros e revistas, nas conversas e nas opiniões de café.
Edição nº3 (5 artigos)
Traços Gerais: José Mourinho
Ainda bem que os portugueses não são todos iguais ao José Mourinho, mas ainda bem que o José Mourinho é português. É o sucessor da Amália e do Eusébio no protagonismo internacional. Este homem é um sinal dos tempos. Quem diria que um português com estas características tão antagónicas da nossa maneira de ser, nos viesse a representar desta maneira. Não sei bem se ele é português. Cá para mim inventou um novo país. A Mourinhlândia.
Família&Sociedade: O divã de Moliére
Dramas, comédias, farsas, improvisos… Personagens temerárias, cómicas, insanas, tímidas e extravagantes que Freud não hesitaria em analisar… Mas, e se numa lógica inversa, trocássemos o divã de Freud pelo palco de Moliére? João Silva deitou mãos à obra e, em 1969 nasceu o Grupo de Teatro Terapêutico no Hospital Júlio de Matos, um projecto que transforma o doente mental em actor. Hoje os doentes/actores enchem salas e somam sucessos. Veja como tudo se passa, desde o salão do hospital até aos palcos…
Laços de Família: Senta-te, A História Secreta do Imperador Vátua
Gungunhana “era filho do rei de Portugal!”.
Assim foi apresentado o dono do vasto Império Vátua - que no séc. XIX englobava grande parte do território de Moçambique - na cerimónia que assinalou os 110 anos da Batalha de Chaimite, decorrida no passado dia 28 de Dezembro no Museu Militar, em Lisboa.
O que aconteceu então para que este “filho do rei de Portugal”, admirado e respeitado tanto pelas tribos nativas como pelas potências estrangeiras da altura, tenha sido capturado e enviado para Lisboa onde foi humilhado e vergonhosamente exposto à população após a sua chegada?
Grande Entrevista: Rui Rio - Os hobbies de quem não gosta de lobbies
O auto-retrato de um homem olhado como exemplo de um novo estilo de liderança política, mas criticado por diferentes sectores da cidade que governa, agora em maioria absoluta. A morte do único irmão, quando tinha oito anos, e a separação dos pais, aos 15, foram momentos marcantes da sua vida, ainda que não note consequências dessas marcas. Também a educação que teve, mais rígida do que o normal para a época, não impediu uma infância feliz. Um ex-baterista que ouve música clássica enquanto trabalha e BB King nas (poucas) horas livres e hesita sobre uma eventual ida ao Estádio do Dragão em Agosto para ver os Rolling Stones.
Editorial: Hoje
O «sonho» é a sala de reunião onde por vezes se encontram Deus e o homem!
Ás vezes o homem acorda, a vontade empurra e a obra avança, outras vezes o sonho desfaz-se e o desejo dá lugar á frustração e esta á saudade daquilo que podia ter acontecido e não aconteceu.
Deus não desiste de falar com o homem, manda profetas, faz milagres, envia-nos santos e beatos, entregou-nos inclusivamente o seu Filho, que numa semana foi aclamado, e na semana seguinte foi crucificado.
Deus continua a ligar, mas nós muitas vezes não atendemos.
Edição nº4 (5 artigos)
Traços Gerais: Kofi Annan
Secretário-geral das Nações Unidas. Provavelmente, o pior emprego do mundo. Só o nome Nações Unidas dá vontade de rir. Que tarefa tão ingrata tentar conciliar as nações deste mundo. Se o ser humano tivesse evoluído de outra maneira, talvez este organismo fosse realmente importante. Se o homem não fosse tão ganancioso, mesquinho, perverso, hipócrita e cínico, fazia todo o sentido haver este espaço.
Laços de Família: SEBASTIÃO REI SEM NOME
Desejado foi à nascença. Desejado permaneceu para a História. Rei, algo inconsciente. Teimoso.
Aventureiro. Desobediente. O que teve em excesso Sebastião, têm em défice os portugueses de hoje. É como se todo um povo, neste seu actual medo de existir, se esteja a redimir de um trágico erro do passado. Mas será que é mesmo assim? Tomás Colaço, artista plástico, vê as coisas sob um outro prisma. E afirma que o monarca não morreu em Alcácer Quibir. A prova disso, é que ele se assume como um dos seus descendentes.
GRANDE ENTREVISTA: Oswald Le Winter - “Teoria da conspiração”
Autor de livros polémicos já editados em Portugal, “Desmantelar a América” e “Democracia e Secretismo”, Oswald Le Winter, auto-proclamado ex-agente da CIA, explica como complexas teias de interesses envolvendo política e negócios, determinaram alguns dos acontecimentos internacionais mais marcantes do século passado e do início do século XXI; da IIª Guerra Mundial aos mais recentes atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001.
As teorias defendidas por esta personagem «incómoda» assentam, basicamente, no controlo das democracias ocidentais pelo poderoso “grupo de Bilderberg”, conhecido “clube” que envolve presidentes, chefes de governo, grandes empresários e banqueiros internacionais.
Política&Economia: OH JERUSALÉM
Que povo é este? Unido por uma crença, uma religião. Uma nação de dimensões bíblicas. Que povo é este, espalhado por todo o mundo? Com uma cultura e língua próprias. Que povo é este, que perseguido e atacado conquistou condições excepcionais de sobrevivência?
Editorial: Hoje
A Administração do Porto de Lisboa (APL), espécie de estado dentro do estado, tentou há alguns anos lançar um mega projecto de construção à beira rio, criando uma segunda barreira para juntar à primeira (a linha de comboio Lisboa/Cascais construída no tempo da «outra senhora») provocando uma crise num casamento já de si difícil, pois os «alfacinhas» gostam mais de montras do que de passeios á beira rio.
Edição nº5 (5 artigos)
Traços Gerais: Picasso
É difícil falar sobre o Picasso em tão poucas linhas. Em muitas, seria ainda mais difícil. Não só pela complexidade da figura, mas principalmente pela vastidão da obra. O que dizer sobre o homem que deu cabo da arte e que mudou o curso da história? Partiu tudo sozinho e não deixou nada para ninguém. Para mim, é um dos grandes responsáveis pelo estado miserável da arte contemporânea. A partir dele tudo foi permitido.
Lusofonia&Mundo: Agostinho da Silva, O Filósofo do Povo
A MGI foi á procura do homem que um dia aconselhou um governante a “fechar as embaixadas e a abrir tascas com bons vinhos e bons petiscos, e gente divertida, pois foi assim que fizemos ao longo da história”.
Este misto de profeta e poeta que sonhou com 5º Império e foi fã do Padre António Vieira nasceu há 100 anos.
Laços de Família: Inês de muitos apelidos
O ano inesiano encerrou com o fim de 2005. Mas não as possíveis candidaturas a descendentes de Inês de Castro. Que abrangem centenas de famílias, em toda a Península Ibérica.
GRANDE ENTREVISTA: DOM DUARTE DE BRAGANÇA - “É preciso uma Revolução Cultural”
Há 61 anos, “nas primeiras horas de paz no Ocidente”, nascia D. Duarte Pio de Bragança. Afilhado do Papa Pio XII e da rainha D. Amélia, o chefe da casa real portuguesa gostava de ficar na história com o cognome de “universalista”. D. Duarte recebeu-nos na sua casa em Sintra, onde os retratos dos antepassados vigiam os brinquedos esquecidos pelas crianças e mostrou com orgulho à Magazine Grande Informação os jardins, onde também cultiva legumes. Vida de rei, num homem do seu tempo…
Editorial: Referendo Já!
Há pouco menos de 100 anos, no dia 1 de Fevereiro de 1908 foram disparados 3 ou quatro tiros que puseram fim a uma instituição que durava há já 8 séculos.
Porquê?
Porque havia uma nação descrente e 7% de republicanos que achavam que esses tiros resolviam o problema.
Resolveram?
Passados apenas 20 anos veio um jovem e enérgico professor de Santa Comba.
Resolveu?
Passados 50 anos veio um novo já «velho» professor para o poder, mas «os poderes» não o deixaram governar, e o milagre da transformação do regime ficou adiado.
Passados poucos anos veio então a liberdade a que se seguiu uma chuva de euros.
Hoje Portugal está parado!
Pergunta óbvia?
O regresso a um regime monárquico parlamentar poderia criar outro ambiente?
Edição nº6 (4 artigos)
Sociedade&Família: Morrer em Paz
Numa sociedade que vive ao segundo, todos nos julgamos eternos. Como diz António Lobo Antunes, “vivemos em função de eternidades, seja de um mês ou de um minuto”.
Laços de Família: A Ciência dos Perestrelos
A presença dos italianos nos primórdios da navegação portuguesa leva à divulgação de uma técnica náutica típica do Mediterrâneo, que serve de matriz aos conhecimentos desenvolvidos posteriormente.
Bartolomeu Perestrelo, navegador pouco conhecido, herdou do seu pai, aventureiro transalpino, esse espírito científico da Renascença.
GRANDE ENTREVISTA: Guilherme d’Oliveira Martins
Homem de cultura, político, Presidente do Tribunal de Contas,
Guilherme d’Oliveira Martins fala-nos das suas memórias, gostos e ideias numa entrevista que nasceu num tempo que ele nos quis reservar.
Editorial
Conheci um senhor, que aos 85 anos, velho e cansado, me disse que estava muito perto da morte, disse-me isto porque sabia que ia morrer, e não tinha medo nenhum da morte, estava completamente preparado para ir ao encontro do Criador, pois sempre vivera com um pé cá e um pé Lá.
Edição nº7 (5 artigos)
Traços Gerais: Sobre Sigmund Freud
Matar o pai para ficar com a mãe? Será que alguma vez tal coisa me passou pela cabeça? Gostava de acreditar que a infância é a idade da inocência e que não nascemos cheios de instintos assassinos. Pelo sim pelo não, vou trancar a porta do meu quarto à noite não vá o meu filho ter ideias.
Laços de Família: Pedro Teixeira, o bandeirante
António de Maues Collaço, acusa Lisboa e “o círculo do poder nela anichado” de ter o resto do país refém das suas excentricidades e caprichos.

Sem papas na língua, António de Maues Collaço desfere o golpe onde mais dói. Na mesquinhez deste país que insiste em procurar-se, até mesmo onde era suposto ter-se já encontrado. Compara a grave situação de Portugal aos processos automutiladores que minaram Goa, e depois Macau. “A razão da endémica crise é o excesso de mandarins que sempre pulularam nesta terra. Iam em comissões de três ou quatro anos e apenas procuravam enriquecer durante esse tempo. E como o dinheiro mal ganho é dinheiro mal gasto, este nunca seria aplicado de uma forma produtiva.” O que fez com que não se criasse riqueza. Temos vivido um pouco de terceiros, desde então. “Vivemos da África, do Oriente, do Brasil. Depois da sua independência, passamos o século xix a perguntarmo-nos que é que há-de ser de nós. Ainda hoje vivemos dos fundos de Bruxelas.” Andamos à procura do que somos e para que servimos.
GRANDE ENTREVISTA: Professor Daniel Serrão - O caminho do diálogo, Radicalmente a favor da Paz
Professor Daniel Serrão é um homem de Fé, o passar dos anos não lhe diminui o ânimo e o entusiasmo na defesa de grandes causas.
Economia & Política: Maçonaria, outro mistério?
A palavra “maçonaria” remete-nos para um mundo obscuro e até mesmo perigoso.

Breve história

Maçon deriva de pedreiro, os pedreiros-livres que trabalhavam nas grandes catedrais da Idade Média.
Em Portugal, a Maçonaria nasce a 24 de Junho de 1717, com a chegada da Grande Loja de Inglaterra, dirigida pelo empresário católico inglês William Dugood.
Editorial: Soldadinhos de chumbo e jogos de poder
A maçonaria é uma questão de crianças adultas com problemas de infância mal resolvidos, a isto junta-se um fascínio doentio pelo poder, falta de independência de espírito, personalidade fraca e temos o retrato robot do maçon.
Quem andou à solta na rua, ou em colégios internos sabe do que estou a falar, o gang é tudo, quem está dentro está protegido os que estão de fora, o melhor é não estorvar.
Edição nº8 (5 artigos)
Traços Gerais: Shakira
Depois do Papa, Koffi Ahnan, Picasso e Freud segue-se, como não podia deixar de ser, a Shakira. Mais uma figura marcante na história da humanidade. Uma caricatura de uma representante do sexo feminino para variar. Os homens são mais caricaturáveis, mais feios. Normalmente não exagero tanto as mulheres. Por respeito à sua susceptibilidade.
Laços de Família: São Francisco Xavier
Quanto mais não seja, pela via toponímica, Luís Eduardo Mendia de Castro, conde de Nova Goa, e São Francisco de Xavier têm um ponto em comum. É a palavra “Nova”, apelido no conde e parte do termo basco “Echaberri” (de “echa”, casa, e “berri”, nova) que está na origem do nome Xavier, comum no reino de Navarra.
GRANDE ENTREVISTA: D. Francisco van Uden, Oficial e Cavalheiro
Para se impor um regime republicano, basta um golpe de estado. Já a instauração da monarquia advém de uma “vaga de fundo”, com grande apoio popular e em paz
Economia&Política: Quo Vadis Palestina
Terra bíblica, desejada e conturbada, morada de muitas divindades e palco de inúmeras guerras, a Palestina é, para muitos, o centro do mundo, a casa prometida dos hebreus e a que os árabes chamam sua, o sítio onde se concentram alguns dos locais mais sagrados para os homens de todos os credos. Mas que futuro puderá haver para este país dividido, onde as divergências são normalmente resolvidas à força de bomba e a convivência pacífica se tornou uma missão quase impossível? Entre as pedras da Intifada e os apelos à paz, judeus e palestinos continuam de costas voltadas, irmãos desavindos que nem Deus, ali tão perto, consegue juntar.
Editorial: Quem tem colónias é como quem tem filhos
Primeiro vem a sustentação, depois a educação, mais tarde a emancipação.
Não se pode é correr com as crias antes de lhes dar asas para voar.
Foi o que nós fizemos!
Á conta dessa traição morreram vários milhões de inocentes (bastantes mais dos que morreram em 13 anos de guerra, e muitíssimos mais dos que morreram em acidentes de viação na metrópole na década de 60 e 70).
Edição nº9 (5 artigos)
Traços Gerais: Hitler
O Hitler já morreu há mais de 50 anos mas ainda hoje mexe comigo. Ainda não superei a sua morte. A sua figura e a sua personalidade marcaram-me profundamente. Não se assustem, que isto não é o discurso de um fascista melancólico! Antes pelo contrário. Ele ainda mexe comigo no mau sentido. Não superei a sua morte porque ainda hoje me mete medo. Sim! Assumo que este homem, mesmo depois de morto e enterrado, ainda me apavora.
Laços de Família: ALMADA de muitaToada
“As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca acabam”, dizia Almada Negreiros. E Almada, que muito admiramos, não mais acabou. Homem de múltiplas facetas – ilustrador, escritor, pintor, poeta – o autor dos painéis das gares marítimas de Alcântara e da Rocha foi sobretudo um inovador – provocador até – que atirou a pedra com peso e a medida certas para o meio do charco instalado que era Portugal, burguês e pacóvio, nos primórdios do século vinte.
GRANDE ENTREVISTA: General Carlos Azeredo, Um passeio pela História
Portugal é hoje um bom país para se viver?
Portugal é o meu país e, para mim, é o melhor país do mundo. Conheço estrangeiros que gostam de viver cá e vão continuar a fazê-lo, o que é um sinal de que é um país acolhedor, onde se vive bem.
Economia&Política: NEGÓCIOS DA MORTE
Em Portugal, onde se realizam 100 mil funerais por ano, o volume anual de negócios chega aos 400 milhões de euros. A dimensão das actividades comerciais relacionadas com a morte estimula todo o tipo de suspeitas sobre a concorrência neste sector, sobre o qual pairam alguns “abutres”.
Editorial: Ladrão que rouba a ladrão...
A corrupção é um cancro que ataca a todos.
Aos pobres porque meia dúzia de tostões fazem a diferença do papo vazio para o papo cheio, dos mais remediados porque sempre é uma ajudinha para a prestação da casa, e mesmo dos mais ricos porque ninguém gosta de passar do Corte Inglês para o Minipreço.
À medida que sobem os escalões sobem também os montantes, tem a ver com a inclinação para o fácil, pois ganhar a vida honestamente é seguramente mais difícil e trabalhoso.
A corrupção tal como a prostituição, é tão antiga como o homem.
Edição nº10 (5 artigos)
Traços Gerais: Fidel Castro
Para muitos é um revolucionário romântico, com nobres ideais, que dedicou a vida a uma causa, e que, altruisticamente colocou sobre os seus ombros os destinos de um país.
Para mim é um ditador, assassino, teimoso, que dedicou a sua vida ao culto da personalidade, e que, egoisticamente, colocou um país à mercê dos seus caprichos.
Lusofonia & Mundo: Cahora Bassa, GIGANTE no ZAMBEZE
O MAIOR ABASTECEDOR DE ENERGIA HIDROELÉCTRICA DE ÁFRICA

Construída pelos portugueses entre 1969 e 1974 sobre o rio Zambeze, Cahora Bassa é a quinta maior barragem do mundo com uma capacidade de produção de dois mil e 75 megawatts de electricidade, o que faz dela o maior abastecedor de energia hidroeléctrica de África. Para se compreender como cresceu este grande projecto de uma obra que chegou a ser apelidada de “a obra do século” é preciso recuar um pouco no tempo.
Laços de Família: Vasco Telles da Gama – Gama de Monárquico
Décimo sétimo neto de Vasco da Gama, Vasco Telles da Gama, antiquário de profissão, não tem papas na língua. Para ele a descendência só pode ser directa. “Nós não somos descendentes colaterais do nosso padrasto”.

Orgulho sente-o, embora mais como um fardo do que como um privilégio. Descender de uma figura histórica como essa, no seu entender, “é um enorme peso sobre os ombros, pois há o dever de honrar e respeitar o nome que herdamos”.
GRANDE ENTREVISTA: Alberto João Jardim - “REI” ALBERTO
Que recordações guarda dos seus pais?
Demasiado íntimas, para serem narradas.

Como era a Madeira nos seus tempos de juventude?
A Região mais atrasada do País, uma colónia de Portugal, uma sociedade feudalmente hierarquizada e vivendo de preconceitos.

Se não fosse político o que gostaria de ter sido?
Jornalista.

Imagina-se a viver em Lisboa?
Que horror!...
Editorial: Red Bull
Um homem que ganha eleições há 30 anos, de quem toda a gente diz mal, mas que na terra é um herói, será mesmo um herói ou é um vilão?
Diz-se que, santos de casa não fazem milagres, mas AJJ conseguiu o milagre de colocar a Madeira no mapa. Se Portugal era o apêndice da Europa, a Madeira era o apêndice de Portugal.
O acordar da bela adormecida, a que se costuma chamar pérola do Atlântico, deu-se numa longínqua manhã de Abril pela mão deste príncipe encantado que se orgulha de poder dizer que a Madeira já não precisa de Portugal para nada.
Será verdade?
Edição nº11 (5 artigos)
Traços Gerais: Bob Dilan
Estou com o chamado bloqueio de escritor, apesar de não ser escritor. Foi um disparate ter concordado colaborar nesta revista nestes termos. Mais doloroso do que fazer os bonecos é escrever este texto que os acompanha. Acho que os desenhos falam por si e normalmente uma explicação adicional só os prejudica. Quem desenha, desenha, quem escreve, escreve. Cada macaco no seu galho. Esta sugestão, por parte do director, para eu fazer as duas coisas foi um absurdo. Cada vez é um parto mais difícil, juntar o número de caracteres suficientes, que preencha a página, com uma prosa que faça sentido.
Política&Economia: Al Zawahiri, Braço direito de Bin Laden - A história do segundo homem mais procur
Cinco anos depois do ataque ao World Trade Center e apesar das chorudas recompensas e das tentativas de captura, os paradeiros de Osama Bin Laden e do seu lugar-tenente, Ayman Al-Zawahiri, permanecem desconhecidos, sendo provável que estejam localizados nas escarpadas montanhas algures entre o Afeganistão e o Paquistão. Uma coisa é, porém, certa: ambos permanecem vivos e a qualquer momento podem executar um ataque em larga escala, como aquele que vitimou o símbolo da prosperidade económica americana.
Laços de Família: Teresa de Paiva Couçeiro - África minha
Acérrimo defensor do Império que acusou Salazar de comprometer, anglófilo convicto, Henrique de Paiva Couceiro não é uma figura fácil de compreender em toda a sua dimensão. O fanatismo e a violência que lhe é atribuído por alguns será para outros o resultado de um disciplinado espírito de missão e de um forte ideal nacionalista.
Uma vida com contornos quixotescos e considerável ingenuidade política.
A sua bisneta Teresa tem também os olhos postos em África, ao lado dos missionários jesuítas
GRANDE ENTREVISTA: António Pires de Lima - Bastonário “à bastonada”
Magazine: Viveu mais de metade da sua vida no Antigo Regime.
António Pires de Lima: Graças a Deus! Nasci em 1936...

Regozija-se porquê?
A vida tem-me proporcionado assistir ao espectáculo que é a tentativa de dominar as consciências humanas, ora pela imposição do silêncio, ora pelo ostracismo a que são condenados os que pensam fora do que convém às maiorias. Entre a coarctação de liberdades e a libertinagem, tenho visto de tudo.
Editorial: Olho por olho, dente por dente!
A resposta da administração Bush foi um ataque ao Islão com 90% de danos colaterais (morreram até à data cerca de 100 mil civis, entre o Iraque e o Afeganistão, contra 2.703 militares americanos, em ambos os teatros de guerra).
O saudoso João Paulo II, fez um solitário apelo no dia 12 de Setembro para que o Mundo não sucumbisse à sede de vingança.
Edição nº12 (5 artigos)
Traços Gerais: Woody Allen
A humanidade está dividida em duas partes. Os que adoram o Woody Allen e os que o odeiam. Não há meio termo. Eu pertenço à primeira parte.
Utilizo muitas vezes esta divisão como referência para catalogar as pessoas. Fico sempre de pé atrás de quem não gosta do Woody Allen. Por mais espirituosos, inteligentes e simpáticos que sejam, as pessoas que não gostam do WA, para mim são seres humanos incompletos.
Política & Economia: Portugal em Cinzas
Não há país nenhum no Mundo que atinja o ritmo de destruição da floresta portuguesa.
Os incêndios são o nosso maior flagelo, a nossa maior catástrofe natural.
O futuro adivinha-se negro.
Politica&Economia: Formula Zero - ASCENSÃO E QUEDA DO AUTÓDROMO DO ESTORIL
As origens

Foi o Rolls de Américo Tomaz que, em 1972, primeiro rodou na pista do Autódromo.
A ideia nasceu da participação, da empresária Fernanda Pires da Silva, na construção dos autódromos do Rio de Janeiro e Brasília.
Mas, para compreendermos melhor o que levou esta empresária a construir um autódromo, em Portugal, temos de recuar no tempo.
Nos anos quarenta, apaixona-se por Alberto Teotónio Pereira, de quem viria a ter um filho, o João Paulo.
A relação com Alberto acaba e Fernanda parte para o Brasil, deixando o filho a viver em Portugal com o pai.
GRANDE ENTREVISTA: Isabel de Bragança, Senhora e mãe
Isabel de Bragança, tímida, carinhosa, um nadinha insegura, uma boa alma ao serviço de uma boa causa. Ganhou o homem que a conquistou, e ganhará certamente o país se for conquistado por esta família, que talvez um dia possamos chamar nossa.
Por enquanto é uma boa família e um bom exemplo para todos os portugueses.
Editorial: Lusostroika
Há uns anos fui ouvir Gorbatchov à Gulbenkian.
Uma conferência de 4 horas que deixou os tradutores de rastos, seguindo-se depois uma sessão de perguntas e respostas, em que Pacheco Pereira, lançou de pronto a questão de a Rússia estar longe de uma democracia, ao que o homem com o mapa do mundo na careca, respondeu que a Rússia tinha 10 fusos horários, para cima de 100 idiomas, e que em contrapartida, ao vir a Portugal, “o seu avião tivera de aterrar mal atravessara a fronteira”.
Edição nº13 (5 artigos)
Traços Gerais: VIEIRA DA SILVA
Resolvi adoptar, para esta minha crónica/caricatura, um sistema de quotas para as mulheres. Tenho uma lista infindável de personalidades para caricaturar, que são, na sua grande maioria, homens. Porquê? Pergunto eu. Porque são mais façanhudos, mais patéticos, mais ridículos e consequentemente mais caricaturáveis, respondo eu. O facto de as mulheres só se terem emancipado recentemente dos tachos e das panelas, também contribuiu para esta desproporção de protagonismo na história da humanidade e na dita lista. Não pensem que isto é conversa de machista. Antes pelo contrário. Tenho a certeza que o mundo estaria muito melhor se fosse governado só por mulheres. – Adiante.
Laços de Família: D.MIGUEL, UM BOM REI
“A História é escrita pelos vencedores”. Maria Teresa de Bragança Van Uden Chaves, bisneta de D. Miguel, aprendeu cedo a não acreditar em tudo o que dizem os livros. E não tem dúvidas que a memória deste seu antepassado foi propositadamente manipulada e enegrecida por gerações de historiadores. Aquele D. Miguel, déspota e cruel que lançou o reino numa sangrenta guerra civil é para Maria Teresa uma mitificação da História e acredita que um dia ainda se vai fazer justiça “a um dos reis mais amados pelos portugueses”.
Grande Entrevista: Dom Manuel Clemente, UM HOMEM FELIZ
Dom Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa, é uma imagem viva de sabedoria e felicidade, mistura rara no mundo de hoje.
A MGI teve o privilégio de poder ouvi-lo durante algumas horas junto ao Seminário dos Olivais.
Destacamos o mais importante dessa conversa.
Família & Sociedade: A VIDA É BELA!
Será que a vida vale mesmo a pena ser vivida?
É para este mundo, mais perigoso, incerto e poluído, que eu quero trazer novas vidas? A resposta é simples… mas nem sempre é fácil.
O grande desafio de viver é precisamente o não sabermos o dia de amanhã… aliás, nem sabemos o que nos pode acontecer daqui a cinco minutos.
Editorial: A VIDA É BELA
O nascimento de Jesus é um acto de amor sem paralelo na história do mundo, antecedido por um outro que é a aceitação por parte da Virgem Maria da vontade de Deus, sem sequer pretender compreendê-la.
Deus faz-se homem, para que os homens possam um dia fazer-se “deuses” na Sua companhia.
No entanto o Mundo que Ele criou é tão perfeito que tem e continua a ter a liberdade de O rejeitar.
Edição nº14 (5 artigos)
Traços Gerais: SALAZAR
Salazar!… ai Salazar, Salazar. Faz bem repetir este nome. Ajuda-nos a atenuar o trauma. Já passaram mais de trinta anos e ainda acordo a meio da noite, a berrar: “Não! Salazar! Nãããããão! Conseguirei algum dia livrar-me deste fantasma?
Política & Economia: SALAZAR, O ABANDONO
«Hão-de dizer muito mal de mim. É por isso que eu dou importância à publicação dos livros brancos: explicarão como se defenderam os direitos portugueses, e o cuidado e o pormenor com que isso se fez.»
Laços de Família: HERÓI PORTUGUÊS
HUMBERTO DELGADO UBACH CHAVES ROSA, neto de Humberto Delgado e actual secretário de Estado do Ambiente, diz com orgulho: “O meu avô foi o herói português do século XX. Com o seu espírito militar, guiou toda a sua vida por um grande amor à Pátria”.
Grande Entrevista: FERNANDO DACOSTA FALA DE SALAZAR
Gosta de falar de Salazar?
Gosto de falar do fenómeno de Salazar, pois é um fenómeno muito rico, muito diverso e muito português. Porque Salazar, ao contrário de que muita gente pensa, não caiu em Portugal, vindo de Marte num disco voador. Salazar foi segregado pelo povo português. Salazar é um alter ego de Portugal, como dizia Natália Correia. Quando Portugal precisou de um homem com as características que naquela altura eram necessárias: um homem de pulso, um homem sério…
Editorial: 100 ANOS DE SOLIDÃO!
Disseram-me há dias, que de cada vez que o DN punha o Salazar na capa, vendia o dobro.
Não me admira!
O que admira é que o seu nome não tenha sido escolhido para integrar a primeira lista de candidatos a Grandes Portugueses, concurso de TV já realizado lá fora, onde ganharam Ronald Reagan, Winston Churchil e Charles de Gaulle.
Edição nº15 (5 artigos)
Traços Gerais: PINTO DA COSTA
O homem do momento, o homem de quem se fala. Há muito tempo, tempo de mais para os adeptos não portistas, que o Pinto da Costa é o homem do momento e o homem de quem se fala. Já não há pachorra!
Está para o futebol como o Mário Soares está para a política e está para o FC do Porto como o Cunhal esteve para o Partido Comunista. O seu mandato é interminável. É o Fidel Castro cá do sítio, mas ao contrário deste último está pronto para as curvas, firme e hirto que nem uma rocha. E quanto mais lhe batem e lhe atiram pedras mais força e “super- poderes” parece ter.
Tema do Mês: GUERRA DE MÉDICOS
Uma larga maioria de médicos recusa fazer abortos e vai usar todos os mecanismos ao seu alcance para ultrapassar a lei no caso do ‘sim’ ganhar o referendo de dia 11, mesmo sem 50 por cento dos votos.
Laços de Família: FERNANDO PESSOA - O TIO E A POETA
Manuela Nogueira é escritora e poetisa. É também sobrinha de Fernando Pessoa. Nasceu na Rua Coelho da Rocha, onde está instalada hoje a Casa Fernando Pessoa e conviveu intimamente com o poeta até à data da sua morte. Na sua memória de infância guarda a imagem de um tio gentil, alegre e brincalhão. Só muito mais tarde se apercebeu de que se tratava também de um dos maiores poetas portugueses.
Grande Entrevista: JOÃO PAULO MALTA
Ginecologista, obstetra, João Paulo Malta é coordenador da Plataforma Não Obrigado. Acredita plenamente na vitória das suas ideias no referendo sobre a despenalização do aborto do próximo dia 11 e não tem dúvidas em afirmar, na entrevista à Magazine, que os defensores do “sim” são hiperconservadores.
Editorial: NÃO... MAS TAMBÉM
Não é por estarmos a ficar velhos, (a Europa daqui a 10 anos representará apenas 8% da população mundial)
Não é pela falência da Segurança Social (daqui a poucos anos teremos 1 activo a trabalhar para 2 ou 3 reformados)
Não é pelas negociatas que se avizinham (as clínicas privadas terão aqui um filão a explorar, pago com o nosso dinheiro)
Edição nº16 (5 artigos)
Traços Gerais: GEORGE W. BUSH
A primeira eleição, quando ganhou ao Al Gore, ainda consigo compreender. Houve confusão na contagem dos votos, ainda mais confusão nas recontagens, ao melhor estilo de uma República das Bananas. Para evitarem um vexame maior, depois de não haver consenso quanto ao vencedor, os americanos decidiram dar a vitória ao Bush filho. A tradição de rotatividade entre democratas e repúblicanos jogou a seu favor.
Política & Economia: A MORTE DE UM REI
O regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 vitimou el-Rei D. Carlos e seu filho primogénito, D. Luiz Filipe que viajavam entre o Terreiro do Paço e as Necessidades numa carruagem aberta onde seguiam também D. Amélia e D. Manuel II, que escaparam ao atentado.
Laços de Família: ORA EÇA
Quem não se lembra das brilhantes descrições da Lisboa dos teatros, botequins e cafés? De Paris da luz, da arte e do espectáculo? Eça de Queirós ofereceu-nos estes quadros feitos de letras, com a cor e o som da realidade da altura. O dom que lhe corria no sangue deixou-nos de herança nos seus romances. O seu nome traz a carga da genialidade.
Mariana Doll Eça de Queirós, sua bisneta, conta-nos como foi e como é ser descendente do escritor.
Grande Entrevista: CARMONA - UMA PAIXÃO POR LISBOA
Lisboa está ingovernável?
Não sei o que isso quer dizer, temos dado provas, há uma grande actividade nos serviços, na assembleia municipal, nas juntas de freguesia, no executivo camarário, os processos e os projectos não estão parados, a CML não só não está ingovernável, como está bem governada, e bem gerida.
Editorial: PEDIMOS DESCULPA POR ESTA INTERRUPÇÃO… O “PROGRAMA” SEGUE DENTRO DE MOMENTOS…
Meus caros amigos e leitores
A MGI vai passar a bimensal, mais grossa, mais profunda, mais informativa.
Para nós, significa mais tempo para fazer bem feito, para os nossos leitores significa mais tempo para ler.
A linha editorial não altera um milímetro, vamos continuar a falar do passado sem complexos, do presente sem medo, e do futuro com muita esperança.
Edição nº17 (5 artigos)
Traços Gerais: JOSÉ SÓCRATES
É uma questão de tempo, para qualquer Primeiro Ministro, cair em desgraça. O processo é cíclico e o desfecho é sempre o mesmo. Os governos começam muito bem, cheios de genica, determinação, projectos e reformas. Mesmo não fazendo absolutamente nada, o PM e respectiva pandilha, gozam de um estado de graça inicial que o povo dá de bandeja. A táctica é que a presa (PM) se convença que tudo está a correr às mil maravilhas e que é amado e respeitado pelo Zé povinho. Só que nesse período sabático de ilusão, os mesmos que lhe dão rebuçados e pancadinhas nas costas, estão nas suas cavernas a afiar as garras.
Política & Economia: OTA
Há quem lhe chame um erro de proporções gigantescas, outros falam em obstinação de José Sócrates, e até há quem diga tratar-se de um negócio de milhões para servir apenas os interesses de meia dúzia.
O Governo diz que já se perdeu muito tempo
e que é preciso decidir.
A MGI foi para o terreno, para que os leitores possam decidir por si.
Laços de Família: PINA MANIQUE O MAL-AMADO
Apesar de toda a gente conhecer, bem ou mal, Diogo Inácio de Pina Manique, a verdade é que o segundo centenário da sua morte, ocorrido em 2005, passou quase despercebido. Para colmatar essa lacuna, a Magazine Grande Informação foi ouvir o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, descendente do famoso Intendente Geral da Polícia e fundador da Casa Pia.
Grande Entrevista: FERREIRA DO AMARAL
Ministro querido de Cavaco, falou do défice, de Sócrates, de Cavaco, da Ota, do TGV, enfim do País, sem medos nem complexos.
Um político que voltaria a “arregaçar as mangas”, desde que não fosse para o Parlamento.
Editorial: SERÁ QUE DIZER MAL, FAZ BEM?
Pouco antes do 25/4 já éramos uma espécie de D. Quixote na Europa, depois passámos a ser o Sancho Pança, e agora cada vez mais nos parecemos com o simpático burrito.
Aqui há uns tempos, segundo uma sondagem publicada no Sol, já havia uns 30% de portugueses que queriam ser espanhóis. Amanhã essa percentagem poderá aumentar.
No entanto antes que passe a maioria absoluta, era bom parar para pensar.
Edição nº18 (5 artigos)
Traços Gerais: TONY BLAIR
A Inglaterra é (e sempre foi) um país extraordinário. Criou o maior império de sempre da história da humanidade, onde o sol nunca se punha. É uma proeza assinalável, tendo em conta que partiram de uma ilhota. Esta particularidade geográfica deu muito jeito nas vezes em que foram alvo de tentativas de invasão por parte de uns quantos vizinhos invejosos. Os espanhóis, os franceses e os alemães bem tentaram conquistar aquele pedaço de terra mas bateram sempre com o nariz na porta. Todos os europeus adeptos da liberdade e da democracia deviam estar eternamente gratos ao estoicismo dos ingleses. Se não fossem eles a aguentar a fúria alemã durante a segunda guerra, a história do mundo ocidental seria outra. Seriamos todos arianos, mal dispostos, a falar alemão.
Laços de Família: DEDICAÇÃO E HONRA - AFONSO DE ALBUQUERQUE E AUGUSTO DE ATHAYDE
Habita ali, ao Príncipe Real, não muito longe por onde deambulava Agostinho do Silva, um dos visionários de um desígnio luso que teima em não se cumprir. “Essa coisa do Quinto Império é algo que mexe comigo também”, diz o nosso entrevistado.
Grande Entrevista: PROFESSOR CARVALHO RODRIGUES - FEROZMENTE INDEPENDENTE!
Fernando Carvalho Rodrigues, o pai do satélite português, é também o pai das procissões no Tejo.
Lembra-se em pequenino do desejo da avó de reabrir ao culto a igreja do convento de Chelas que ardera em 1823.
Parece que do meio das cinzas apareceu uma velha senhora com uma imagem, que protagonizava uma antiga procissão do Tejo.
O professor não mais descansou enquanto não recuperou essa velha procissão.
Falou com a MGI sobre Portugal e os portugueses, sobre tradições e desafios, sobre o passado, presente e futuro desta Humanidade, num ambiente cada vez mais hostil e complexo.
Família & Sociedade: SEITAS - O IMPÉRIO DOS MILAGRES
“Venham os que sofrem: paralíticos, cegos, surdos, cancerosos, diabéticos, reumáticos, os que sofrem de dor de cabeça, úlcera, dor na coluna, hemorróidas, bronquite asmática, hérnias, tumores, fígado, rins, útero, ovários, epilépticos, drogados, angustiados, alcoólicos. Tragam os perturbados e todos os que se encontram com a vida amarrada!” E, tal como é apanágio dos tempos difíceis, os portugueses acreditam no milagre com a energia do desespero. São cada vez mais os convertidos ao apelo dos auto proclamados bispos, pastores e apóstolos da IURD, Maná, Pentecostal e Graça de Deus.
Através da psiquiatria, a MGI “deitou no divã” a crendice popular.
Editorial: A CRIATURA E O CRIADOR?
Hoje levantei-me cedo, com aquela ligeira angústia, de que o tempo está no fim, tenho de entregar este “textinho”, alinhado e direitinho.
Eu gosto de escrever, às vezes escrevo cartas imaginárias, acabam todas no lixo.
Por vezes escrevo cartas à minha mulher, essas costumo encontrá-las naquelas carteiras que saem meia dúzia de vezes por ano, dobradinhas e escondidas naqueles bolsos, onde se procura normalmente uma moedinha para o “arrumador”.
Edição nº19 (10 artigos)
Traços Gerais: Nicolas Sarkozy
Tomaram a Bastilha, decapitaram o rei, derramaram um mar de sangue e no fim sobraram três palavras... Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Três palavras difíceis de interiorizar e já lá vão mais de duzentos anos. Todos nós devíamos fazer revoluções francesas interiores com alguma regularidade e pôr em prática na nossa vida tão nobres ideais.
Toda a história do Mundo: O Renascimento - Carlos V e Francisco I
Enquanto espanhóis e portugueses se entretinham a conquistar e descobrir novos mundos, a Europa implodia sobre si mesma.
A Itália foi o epicentro deste cismo cultural, chamado Renascença, provocado pela queda de Constantinopla e o êxodo de sábios e filósofos que trouxeram consigo o gosto pela antiguidade clássica grega e romana, donde o nome “renascença”.
A Itália inventou tudo: desde as finanças modernas, a ciência moderna, a arte moderna, e até uma visão moderna do mundo.
Pio XII: O Papa “nazi”
A grande calúnia contra Papa Pio XII representa o ódio da esquerda contra a Igreja Católica. As mentiras repetidas até à exaustão acabaram muitas vezes por se transformar em “verdades”.
Foi assim que os inimigos da Igreja difamaram o Papa Pio XII, bem como o Papado em geral, na esperança de apagar a voz da Igreja, criando em simultâneo uma Igreja sem autoridade e facilmente manipulável.
Creoula: 70 anos de Tradição
Apesar de parecermos hoje um País a “ver navios”, mais do que uma terra de marinheiros, os navios continuam a fazer parte integrante da realidade portuguesa.
Lançado à água há 70 anos, o lugre CREOULA é um exemplo a justificar admiração e orgulho.
Admiração pela beleza das suas linhas simples, a lembrar um cisne dos mares, e orgulho pelos serviços que vem prestando desde 1937 ao País.
O Preço da Vida
O Estado quer fazer do aborto um negócio

Portugal realizou o segundo referendo ao aborto, que tal como o primeiro não foi vinculativo. Entenderam os deputados da AR que o número de respostas positivas superior às respostas negativas justificavam a alteração da lei por forma a liberalizar o aborto.
O que aconteceu desde então? São os factos e números de uma nova realidade.
Caos na PJ
Discreta, eficiente e respeitada, a PJ construiu ao longo dos tempos uma imagem sólida em Portugal e no mundo.
Mas, 2007 está a ser um dos piores anos na história daquela instituição. A MGI revela as fragilidades internas, as guerras com o Executivo e os conflitos com o Ministério Público.
GRANDE ENTREVISTA: Helena Roseta - “APL manda lixo para o Tejo”
O futuro dos terrenos aeroportuários em Lisboa e a polémica em torno dos terrenos da Ota, as competências da Administração do Porto de Lisboa sobre a zona ribeirinha e os projectos de reabilitação da Baixa-Chiado foram dissecados por Helena Roseta, Vereadora da Câmara de Lisboa, em entrevista à MGI.
Com o Estado às costas
Anafado e com pouca vontade de emagrecer, o Estado português consome quase 50% da riqueza nacional. Subsiste com os impostos de todos nós. É este o peso que temos que carregar diariamente aos ombros.
O mago das algemas: Harry Houdini
Pseudónimo artístico de Ehrich Weiss, nascido em Budapeste em 24 de Março de 1874, com o nome originário de Erik Weisz, o maior ilusionista de sempre, mestre em fugas de prisões, perito em algemas, resistente máximo em submersão aquática, acrobata, engolidor de agulhas, o verdadeiro mágico.
Editorial: 10...
Fomos na passada sexta-feira entrevistar a vereadora Helena Roseta no seu gabinete de trabalho.
Entrámos no nº49 da rua do Ouro, majestoso prédio onde no rés-do-chão funciona a CGD, um gigante semi-vazio, com gabinetes ao estilo soviético dos anos 50, alugados não se sabe bem por quem à CML, (o prédio está à venda, como provavelmente a grande maioria dos prédios da Baixa, ansiosamente à espera da saída do plano de recuperação da Baixa/Chiado).
Edição nº20 (10 artigos)
Oxford a Bela
Alfredo o Grande (cc 849 - 899), rei saxão de Inglaterra, o primeiro a usar o título de rei dos anglo-saxões, teve a sua capital em Wessex. As constantes arremetidas dos Vickings dinamarqueses, que mais tarde viriam a conquistar a Inglaterra motivaram a sua política de consolidação e defesa do seu incipiente estado.
Criou assim os burghs, burgos, entre os quais se destaca Oxford. Cidade fortificada de grelha regular, fruto já na altura de cuidadosa planificação. A planta regular do centro de Oxford é uma reminiscência da sua fundação, no entanto, a sua excelente localização e vestígios arqueológicos mostram que existia uma povoação de menor importância anteriormente. A primeira referência escrita a esta cidade data de 911, quando Eduardo recebeu Londres e Oxford como feudos.
Entrevistas do Outro Mundo: D. Afonso Henriques
Não foi fácil conseguir que o Departamento de Relações Públicas do Além (DRPA) autorizasse um encontro de terceiro grau com D. Afonso Henriques, o primeiro monarca português e, portanto, principal culpado do que desde há oito séculos se chama Portugal. Para além da sua vetusta idade e expressa vontade de não ser incomodado, acresce que o venerável soberano temia ser constituído arguido no caso Portucale, pois no seu tempo era ainda esse o nome desta praia à beira-mar plantada. Só depois de dadas garantias expressas de que, em caso algum, Sua Majestade seria constituído arguido no âmbito desse processo ou pela desgraça nacional, D. Afonso I se disponibilizou a responder às nossas perguntas.
Um furacão chamado Haider
A fama de Joerg Haider horroriza muitos. Há quem o considere oportunista, ambicioso, racista, extremista e perigoso. Para outros ele é simplesmente um patriota, que se atreveu a dizer verdades incómodas. A polémica está para durar.
Presos à solta
Presos libertados vão superar as duas centenas.
A confusão instalou-se no sistema judicial. Ao contrário dos habituais três a seis meses, o período de vacatio legis do novo Código do Processo Penal foi de apenas 15 dias. Ministério Público e operadores judiciais alertaram para os perigos de tanta pressa, mas no Parlamento todos os partidos concordaram com os prazos estabelecidos pelo Governo. Depois de algumas semanas em vigor, o novo CPP já permitiu a libertação de centena e meia de reclusos.
À beira do abismo
O suicídio é quase sempre uma surpresa, sobretudo para os pais, que habitualmente pensam que os filhos nunca fariam algo assim.
É pouco normal associar a ideia de morte à adolescência, período de vitalidade e ânsia de futuro. No entanto, nos serviços de urgências é cada vez mais frequente o atendimento de jovens que apresentam distorções emocionais e afectivas, especialmente de jovens que demonstram comportamentos suicidas.
A MGI mergulhou no complexo processo que leva jovens a encararem o suicídio como a única saída.
Polémicos genéricos: Guerra aberta
O verniz estalou entre o Infarmed e a Apifarma. As duas instituições estão de costas voltadas – em causa está a promoção dos medicamentos genéricos. Estes fármacos ajudam o Estado a descer a factura dos milhões pagos em comparticipações, mas a Apifarma não gostou da campanha de divulgação promovida pela Autoridade Nacional do Medicamento. Porém, qual a origem de tanta polémica quando se fala em promover genéricos?
GRANDE ENTREVISTA: Zita Seabra - "(Cunhal) percebeu que o PC já tinha acabado"
Depois de publicar “Foi Assim”, um dos poucos livros de memórias sobre o Partido Comunista Português, Zita Seabra revive a sua experiência no partido onde militou, durante 23 anos. Recorda Álvaro Cunhal e o modo como o líder percebeu que já não chegariam os “amanhãs que cantam”.
Luso Resistência na Birmânia
As recentes manifestações de monges budistas e estudantes contra a ditadura militar birmanesa não são um fenómeno novo e resultam de um descontentamento com largas décadas de existência.
Entre as vozes contestatárias contam-se as da comunidade de luso-descendentes (os bayingis), aqui representada pelo bispo de Mandalay, Alphonse U Tung.
Traços Gerais: Tomaz Morais
Abro aqui uma excepção e interrompo a lógica de figuras políticas internacionais para consagrar este espaço a um homem cá da praça. O Putin, a Angela Merkl e o Ahmadinejad que me desculpem, mas a minha crónica e o meu boneco deste mês são dedicados ao homem que me devolveu a alegria em assistir a competições desportivas internacionais onde Portugal está envolvido. Este último campeonato do mundo de rugby foi um cocktail de emoções em que dormi mal, rangi os dentes, vibrei, gritei, plaquei a família e os sofás da sala enquanto assistia a cada segundo de cada jogo com o coração nas mãos, no limite da apoplexia.
Editorial: Karl Marx, “very british”
Não deve haver nada mais difícil do que falar com ex-comunistas!
A prova provada está na grande entrevista que a Zita Seabra deu à MGI. Quando a li fiquei desiludido, não há ali nada de novo, tudo é previsível, tudo é estudado, tudo foi longamente mastigado e pensado, e tudo foi apresentado de forma fria, racional e sem emoção.
Se pensarmos bem é natural!
O comunismo faz do homem uma peça, numa engrenagem imaginada e criada há 200 anos pelo grande arquitecto Karl Marx.
Edição nº21 (10 artigos)
Traços Gerais: Hugo Chavez
Não estava nos meus planos escrever ou fazer um boneco sobre uma figura de um país tão longínquo como a Venezuela (Sobre este país sei que a Miss Venezuela é sempre uma das finalistas no concurso Miss Mundo e pouco mais). Mas nestes últimos tempos, o seu presidente tem feito tanto barulho, tem deitado tantos foguetes, tem cantado de galo tão alto, que acabou por conquistar um lugar no meu influenciável coração de caricaturista.
É mais um para a colecção de ditadores doidos varridos que proliferam por esse Mundo fora e que nascem como cogumelos, em especial, na América Latina. Ainda aparecem, nos dias de hoje, personagens dignas dos livros do Tintim. Hugo Chavez nem é especialmente original. O tipo de discurso anti-americano, anti-globalização, anti-tudo, já está mais do que gasto. Repete a lenga-lenga do Fidel Castro e está em biquinhos de pés para o suceder. A importância que conseguiu alcançar deve-se ao facto de estar carregadinho de ouro negro até ao tutano. Nos dias de hoje o tempo de antena dos ditadores mede-se pelo número de barris de petróleo que cada um tem.
O mais extraordinário é que insulta o país que é o seu principal cliente. Tem tanto petróleo que até se dá ao luxo de chamar burro, assassino, bêbado, atrasado mental, ao presidente do país mais poderoso do Mundo. Afirmou que cheirava a enxofre, em plena sede da ONU, depois de o demónio (Bush) ter passado por lá.
Internamente vai tentando passar uma imagem de democrata. Tem um programa de televisão, “Alô Presidente”, em que supostamente interage com o povão e de vez em quando faz uns referendos para mostrar que se interessa pela opinião das pessoas. O problema é quando o resultado não lhe interessa. Aí vem ao de cima o seu fair-play e solta uns quantos “grande mierda”.
A conclusão que se pode tirar é que o Ser Humano ainda não está preparado para viver em democracia. Já fizémos umas quantas tentativas, houve boas intenções, mas acabamos sempre por regressar ao modelo mais fácil: a ditadura.
O problema não está na democracia em si, está nas pessoas. Somos umas cambada de corruptos. Mesmo os países supostamente mais civilizados não gostam muito dos verdadeiros democratas. Em Portugal tivémos o exemplo do António Guterres, um democrata de corpo e alma, que queria dialogar. Resultado: foi corrido à pedrada.
D. Carlos: O mal compreendido
O reinado de D. Carlos é hoje associado a duas datas particularmente infelizes: o ultimato inglês e o regicídio. A MGI mostra um pouco do percurso político de um rei que tinha uma estratégia clara para Portugal, e que a procurou aplicar de forma coerente.
Chibanga: O primeiro e único matador de toiros africano
Onegro apaixonado pela festa brava vive hoje na Golegã e gostava de regressar, por uma última vez, ao centro da arena do Campo Pequeno. O fascínio pelas corridas de toiros nasceu em África, quando trocou o equipamento de futebol pelos fatos brilhantes de toureiro. Descobriu a técnica e os segredos do toureio e encantou multidões. Com pouco mais de 60 anos de vida, está afastado dos toiros e das capas encarnadas, mas não das touradas. Trabalha para oferecer a aficción das corridas a todas as regiões do país.
Kashagar: O mais louco bazar do Mundo
Pelos colos das montanhas que rodeiam a China a oeste passaram ao longo dos séculos sucessivas caravanas de mercadores em demanda da seda e de outras preciosidades orientais. Por ali se movimentaram as peças de uma manhosa partida de xadrez com peões humanos, conhecida como o “Grande Jogo”, disputada entre a Rússia e a Inglaterra, duas das águias imperiais do século XIX, que ambicionavam controlar esta zona tampão entre os seus impérios.
O regresso do Tejo: Almada nascente
Vem aí a cidade da água. Depois de anos de avanços e recuos - a ideia original é de 1993, chegou a porto seguro o entendimento entre o Fundo Margueira e a Câmara Municipal de Almada. A cidade da água dará agora os primeiros passos, e o actual “cemitério industrial” prepara-se para ser transformado numa cidade assente nos princípios da sustentabilidade. Com muito para fazer, é tempo de pôr mãos à obra e mostrar empenho em cumprir o prometido.
Eslovénia: Uma ilustre desconhecida
LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO GERAL
A Eslovénia é um país pequeno, bonito e pitoresco, com uma extensão de 20 273 quilómetros quadrados situando-se na confluência de quatro zonas geográficas europeias: alpina, dinárica, panónica e mediterrânica. O país faz fronteira com a Itália, a Áustria, a Hungria e a Croácia. O território é bastante montanhoso e verde, coberto de florestas, com numerosos rios e vales férteis. O país dispõe também de acesso ao mar Adriático. A parte noroeste alcança os Alpes julianos, onde se ergue o Triglav, a montanha mais alta da Eslovénia com 2.864 metros, no meio de uma região de grande beleza. Ali nasce o rio Sava, que atravessa o país.
Assim o visitante pode esquiar nos Alpes durante a manhã e render-se à costa pouco extensa, mas pitoresca, durante a tarde.
Montanhas, lagos, rios, cascatas de água, florestas, grutas, planícies, nascentes termais e o mar, tudo num país com metade do tamanho da Suiça.
Liubliana, a capital, é uma das mais jovens cidades da Europa central, bonita, emocionante e divertida. O castelo medieval reina sobre a antiga cidade barroca, as mansões de art-nouveau são obras-primas do conhecido arquitecto Joze Plecnik. A sua universidade, com mais de 50.000 estudantes, contribui para a vida cultural intensa da cidade.
Viajando através do misterioso casco velho, vai encontrar a criação de cavalos de Lipica, que remonta ao século XVI, terra dos famosos cavalos lipizanos.
A região de Kocevje (Gottschee), ducado e propriedade dos Principes de Auersperg desde 1641, confiscada pelos comunistas eslovenos em 1945, lugar escolhido desde outrora, é um verdadeiro paraíso para amadores da caça, sendo o veado a espécie mais caçada. Durante séculos a Kocevje tem sido um dos lugares mais privilegiados para praticar a nobre arte de caça. O trabalho contínuo de repovoação dos coutos facilita a sobrevivência de espécies já muito raras na Europa: o urso e o tetraz-grande (tetrao urogallus) .
A zona a sul oferece regiões de produção de vinho e de termas, e na encantadora cidade de Piran, com o porto de Rosas, pode fazer um passeio nas salinas de Secovlje, uma herança cultural única.
A população da Eslovénia tem um nível de vida bastante mais elevado que os demais paises da ex-Jugoslávia, beneficiando de relações económicas privilegiadas com as vizinhas Itália e Áustria.
Antes da independência, os eslovenos constituíam menos de um décimo da população jugoslava, mas sempre conseguiram manter uma forte coesão e uma cultura identificada com a Europa ocidental, em parte graças ao esforço dos padres católicos.
Os eslovenos dominam o quadro demográfico, com mais de 90% da população. O resto ditribui-se entre croatas, sérvios, bósnios e magiares.
Pouco castigada pela recente guerra, a Eslovénia é a mais ocidental e etnicamente a mais homogénea das repúblicas que constituíam aquele país do Leste Europeu.
O seu rendimento per capita chega aos 70% da média da UE e o desemprego é muito baixo.
País sob escuta
Realizar escutas telefónicas exigia que um agente estivesse a ouvir a linha que ia ser escutada e que quando se iniciava uma conversa fosse pressionado um botão para gravar a mesma. Era difícil e falível. Hoje já não é assim! Estamos a chegar a um mundo em que todos podem ser espiões e espiados.
GRANDE ENTREVISTA: Pedro Ferraz da Costa
Ferraz da Costa tem poucas esperanças neste nosso Portugal. O empresário, que foi presidente da Confederação da Indústria Portuguesa durante cerca de 20 anos, mostra-se desiludido com um país avesso à mudança, um Estado que funciona mal, e uma cultura de arrastar os pés que impede o espírito empreendedor, a competitividade e as necessárias reformas.
Os duros da ASAE
São milhares os estabelecimentos já inspeccionados, e muitas centenas os que tiveram mesmo que suspender a actividade, em resultado da poderosa mão da ASAE. Em nome da lei, estes polícias encapuçados, e por vezes armados, cortam a direito sobre tudo o que venda comida e não tenha o selo da volumosa legislação. Parecem preparados para criar um Portugal higiénico e ascético, onde todos os sabores tenderão a ser iguais, e onde a típica cozinha portuguesa, e seus produtos artesanais, correm o risco de desaparecer nos baús das nossas avós.
Editorial: Estado Velho
Este país foge para a esquerda, simplesmente porque durante 50 anos fugiu para a direita, é normal.
O que já não é normal nem saudável é que ninguém se preocupe com isso.
O Estado Novo acabou, porque uma minoria, bem organizada, motivada, e com meios limitados, conseguiu deitar o regime abaixo.
Era bom que isso não acontecesse novamente, mas em sentido contrário.
Continuamos a ser dos únicos países na Europa, que mantêm no preâmbulo da Constituição “o rumo ao socialismo”.
Isto é um anacronismo, que ninguém compreende, e sobretudo os ex. países de leste que levaram quase 50 anos a correr de lá com os comunistas. Um país que foge para a esquerda, é como uma criancinha com complexos, com vergonha de não ter calças de marca, vergonha de passar férias na Fonte da Telha, vergonha de ir à terra, vergonha das fotos dos avós, do croché da mãe, do autocolante do pai, do padrinho a comer caracóis, e por aí fora.
Com Portugal passa-se um pouco o mesmo, e depois claro está, vêm as asneiras, que é como o burrito a querer parecer o D. Quixote, (EUROS, TGV’s, pontes e viadutos, CCB’s, reformas e mais reformas, leis e mais leis, juntas de freguesia cada uma com o seu polidesportivo para fazer corridas de pulgas, Câmaras com rotundas e urbanizações a perder de vista, agricultores a querer subsídios porque ontem choveu e hoje faz sol, professores que não querem ser avaliados, médicos que querem o Estado de manhã e a clínica privada à tarde, clubes que têm dinheiro para tudo menos para pagar impostos, tropa que prefere andar de mãos nos bolsos a fazer manutenção e vigilância das nossas florestas, sindicatos que andam de chapéu na mão a mendigar do erário público para poderem depois parar o país sempre que lhes dá jeito, dirigentes desportivos que têm um sistema de justiça “privado”, Partidos, sempre os mesmos, que vão jogando o jogo do “muda aos 5 acaba aos 10”, e tudo isto perante a complacência do Presidente da República, que sendo parte do sistema, alem de observar e dar uns raspanetes nas conversas de quinta-feira, pouco mais pode fazer do que apreciar o espectáculo a partir do camarote presidencial.
Edição nº23 (10 artigos)
Entrevistas do Outro Mundo - Padeira de Aljubarrota
ASAE exige fecho do purgatório!
Depois de amena cavaqueira com Sócrates, o famoso filósofo grego que inspira não menos famosas governações, foi concedida ao repórter desta revista uma entrevista com Dona Brites, figura egrégia da história pátria pela sua inesquecível prestação como padeira de Aljubarrota, lá pelos remotos idos de 1385, quando Portugal ainda era um país independente e tinha algum orgulho na tradição.
Tecnologia à flor da pele
Imagine-se a abrir a porta de casa sem chave, ou melhor, sem sequer tocar na maçaneta, com um simples movimento da mão no ar. E imagine-se, com um gesto semelhante, a preencher toda e qualquer palavra-passe no seu computador ou a fazer um pagamento sem puxar do cartão multibanco. Atraente? Para dois mil seres humanos, tais exercícios de imaginação tornam-se desnecessários: sob a sua pele, está implantado um chip capaz de desempenhar todas estas funções.
Mulheres no mundo dos homens
Se o leitor é do sexo masculino, não utilize já o pensamento analítico e racional para não ler o que se segue. Se é do sexo feminino, utilize a intuição e análise qualitativa para se rever e avaliar as situações abaixo descritas. Aliás, para bem da sociedade em geral e das empresas em particular, convidam-se homens e mulheres a ler e a discutir a temática em causa… Em conjunto.
Este ROCK não é só música
Só nas duas edições em terras lusas, o Projecto Social do Rock in Rio permitiu arrecadar mais de um milhão de euros para instituições portuguesas de solidariedade social, apoiando milhares de crianças a terem acesso a melhores condições de vida e educação. Lançado em 2001, no Rio de Janeiro, o Projecto Por um Mundo Melhor nasceu com o objectivo de, através da música, chamar a atenção e sensibilizar as pessoas para ajudarem a melhorar as condições sociais de jovens e crianças com simples gestos quotidianos. Para este ano, o desafio mantém-se.
A Grande Revolução
Lenine chamava à revolução francesa de 1789 a “Grande Revolução”, e com razão, pois ela virou a Europa de pernas para o ar!
Chateaubriand, o grande repórter-poeta da época, escreveu a propósito: “quando ela rebentou os reis não a perceberam, quando deveriam ter visto a grande mudança das nações, viram apenas uma pequena revolta, ainda acreditavam nas antigas tácticas militares, nos tratados diplomáticos, nas negociações de gabinete... e as terríveis ideias da revolução avançaram por essa velha Europa fora, que não percebeu que se estava no limiar de uma nova era”.
Apesar de absolutamente imprevisível a revolução teve causas.
Antes de mais a falência do Estado!
O apoio à guerra de independência americana custara uma fortuna aos cofres do estado, pois ao contrário do que se pensa, apesar de absolutistas, os monarcas não podiam aumentar impostos sem o consentimento dos Estados Gerais, não convocados desde 1614, (em Inglaterra, depois de Cromwell, ambas as câmaras, a dos lordes e a dos comuns, nunca mais deixaram de se reunir).
O rei preferia a falta de dinheiro, a ter de prestar contas aos notáveis do “terceiro estado” que já incluía burgueses, ricos lavradores, advogados, notários, homens letrados todos eles imbuídos dos novos ideais de Voltaire e Rousseau, os filósofos das luzes, o suporte i