NAS BANCAS: Edição nº 23 - Maio/Junho 2008
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EDITORIAL

Editorial: Quinto Império
Otto Czernin

Existe um jogo, que os miúdos gostam muito de jogar. Chama-se Risco, tem um grande tabuleiro, com um lindo mapa-mundi, dados e peças que representam exércitos. Os jogadores, recebem todos o mesmo capital em homens e armamento e partem depois à conquista do mundo.
Vão lançando os dados, nunca mencionam onde querem chegar ou o que querem conquistar, e aos poucos com um misto de sorte, visão e persistência, vão conseguindo os seus objectivos, uns à custa dos outros, porque há semelhança dos jogos dos adultos, para que haja conquistadores tem de haver conquistados, para haver vencedores tem de haver vencidos, para que uns vivam outros tem de morrer, já que os nossos interesses são sempre defendidos à custa dos interesses dos outros.
Este jogo começou a ser jogado na sua forma original há muitos anos.
Começou a ser jogado quando o homem se esqueceu do jogo que lhe estava destinado pelo Criador.
Ser feliz, fazendo feliz o seu semelhante, em plena comunhão de amor e obediência ao Criador.
Mas o homem fez batota, quis enganar o seu Criador, quis ser igual a Ele, quis antecipar o segredo da Eterna Felicidade, não quis esperar.
O preço pago foi elevado.
O ser racional em vez de dar um passo em frente, deu um passo para trás, ficando mais semelhante ao outro animal, o irracional, criado por Deus para nos alimentar, servir e até divertir.
O pecado original mais não é do que a invenção de um certo espelho, um espelho pelo qual o homem passou a olhar mais para si e menos para o seu semelhante, e deixou sobretudo de olhar para o Criador.


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